segunda-feira, 27 de julho de 2015

Gravidez Primeiro Trimestre - Nada Fácil

Depois do impacto do primeiro momento, do susto, da emoção, das lágrimas e das comemorações. Começamos com a parte objetiva e prática, procurar um médico, fazer exames e todas as questões que envolvem uma gravidez.

Sempre quis parto normal então o primeiro passo era encontrar um obstetra qualificado, demorou um pouco, mas encontrei uma médica com agenda disponível e consegui marcar a primeira consulta.
Um amor de pessoa encontrei a Dra. Renata Franco, que atende na Maternidade Brasília, ela foi incrível, a consulta durou mais de 1 hora, respondeu todas as nossas dúvidas, nos explicou uma porção de coisas sobre a gravidez, passou muita confiança e credibilidade, adorei e naquela consulta mesmo decidi que queria que ela fizesse meu parto.

Já nas primeiras semanas comecei a sentir mudanças, meu humor começou a variar bastante, era como minha TPM triplicada, meu marido sofreu nesse período, a paciência dele era testada diariamente. 
Meu olfato ficou muito mais apurado. Pensava que era frescura de grávida, mas não, na gravidez os cheiros ficam muito intensos e muitos nos fazem enjoar. Não vomitei muito, mas sentia um mal estar tão grande, uma fraqueza e um cansaço que pareciam não ter fim. No início confesso que fiquei bem chata.

Eram sensações estranhas porque ao mesmo tempo que estava muito feliz, me sentia mal e irritada, um turbilhão de emoções, que são explicados pela quantidade de hormônios e substâncias liberadas no organismo, afinal o corpo precisa se adaptar para uma nova função. Mas racionalizar isso não é fácil. Eu na maioria dos dias não racionalizei.

Por volta da sexta semana, fizemos a transvaginal obstétrica, um exame que mostra o embrião e o tempo de gestação, tivemos uma enorme alegria ouvimos pela primeira vez o coração do nosso filho. Como aquele pontinho na tela já tinha coração? E batia muito forte, 155 bpm, tão pequeno, tão indefeso e já lutando bravamente pela vida, não foi possível conter as lágrimas, apertei a mão do Rodrigo e fiquei ali encantada com aquele som. É incrível e um pouco estranho ter outro coração batendo dentro de você.


Mas infelizmente naquele dia
não foram apenas notícias boas, estava com um pequeno sangramento e o exame também era pra saber a causa, descobrimos que havia um deslocamento no meu ovário. Liguei pra minha médica e expliquei a situação, ela me passou um medicamento e pediu repouso, o bebê estava bem, mas era preciso cautela e nada de esforço. Fiquei com muito medo do pior acontecer, mas entreguei nas mãos de Deus e segui todas as recomendações.
Em menos de uma semana usando o remédio o sagramento parou, mas precisei continuar em repouso e com o uso do Utrogestan, que é a progesterona que o corpo deve produzir para manter a gravidez, mas no meu caso não estava produzindo suficiente, então tive que usar durante todo primeiro trimestre.

Parei com minhas atividades, como trabalho em casa foi mais fácil dar um tempo, a prioridade era, e pro resto da minha vida sempre será, a saúde do meu filhote. 
O meu lado profissional foi deixado de lado. Foi um período complicado, chorava e ficava sem paciência com tudo, não conseguia comer, tudo me enjoava, não conseguia pensar direito. 
Mas graças a Deus tenho uma família maravilhosa, meu marido, as vezes se irritava, mas na maioria dos dias foi paciente e compreensivo fazia tudo que podia pra me agradar. 
Minha mãe, uma fofa, fazia comida pra mim, só não enjoei o tempero dela. E sentia que tudo que era feito por aquelas mãos me acalentava. O amor que recebi foi fundamental pra passar por essa fase da minha gravidez.

Depois das 12 semanas, ou três meses, as coisas começaram a voltar ao normal. Fui liberada do meu repouso, não havia mais deslocamento e minha placenta estava prontinha.

Na morfológica de primeiro trimestre, uma ultrassonografia detalhada, verificamos que nosso bebê estava crescendo saudável dentro do meu útero. Foi incrível ver os bracinhos, perninhas, coluna e saber que tudo corria bem, foi um grande alívio. Afinal a única coisa que quero como mãe é que meu filho tenha saúde.



Nosso corpo vai se preparando e se modificando para acomodar e formar o feto, e o primeiro trimestre é difícil justamente por isso, por que o nosso organismo não está acostumado com tantas alterações. Após a décima segunda semana as modificações continuam, mas tive a sensação que ficou mais fácil, parece que meu corpo se estruturou e  finalmente se adaptou a nova condição.

Nessa fase, vi grandes mudanças físicas, meios seios cresceram e ficaram bastante sensíveis, meu quadril aumentou, e comecei a ganhei alguns quilos. Mas ainda tínhamos um bom caminho pela frente e muita coisa ainda iria mudar.

Conte-me suas experiências nessa fase da gestação e continue acompanhando nosso blog ;)

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2 comentários:

  1. Amei o post muito emocionante acompanharei sempre sempre beijinhos

    papocommaeefilha.blogspot.com

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    1. Muito obrigada :) Também acompanharei sempre o seu blog.

      Beijos

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